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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Memória

Memória


A primeira postagem do ano costuma ser bem pessoal, uma espécie de reflexão do que foi feito. Confesso que ela não será tão profunda quanto em 2010.
As coisas na faculdade acabaram bem diante de um cenário bastante exigente e cansativo. Esse foi um ano certamente desafiador e inspirador, pude aproveitar melhor os espaços da Universidade em que estudo, desenvolver alguns projetos ambientais que tinha vontade de realizar.
Foi de tirar o fôlego saltar de bunguee jump por três semanas consecutivas, uma espécie de superação de medo, me senti abrindo portas do meu cérebro até então desconhecidas.
Não foi um ano em que pude conhecer muitas pessoas, mas tive a chance de rever amigos distantes e me aprofundar um pouco sobre eles.
Tive mais uma vez a oportunidade de entrevistar o Ruy Pavan (UNICEF), e também um dos homens mais incríveis, conhecedor da Cultura local, o senhor Márcio Meirelles e entrevistar pessoas simples, como o pescador Othon que me contou a dificuldade de depender da natureza nos dias atuais. Tenho aprendido muitas coisas no grupo de voluntários do Greenpeace e tendo que ousar bastante no grupo da 350.org onde em cada ação acontece uma surpresa de superação e criatividade. Assim como em 2010 tive a chance de partilhar horas com excelentes professores, daqueles que traduzem o verdadeiro sentido de sabedoria e do estímulo para o conhecimento e sou profundamente agradecido por tudo isso.
Sinto a necessidade de finalizar o texto e dizer que aqueles que não foram citados sintam-se agradecidos por cada contato e momento partilhado. Desejo um feliz ano todo para todos nós sempre com saúde e muita esperança.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pior ideia do mundo?



Caros amigos mundo afora,

E se alguém dissesse que você deve perder toda a sua esperança de uma ação climática global até 2020? Bom, é exatamente essa a proposta que os Estados Unidos e outros países estão fazendo nas negociações climáticas da ONU, que estão acontecendo essa semana em Durban, África do Sul. Atrasar um acordo até 2020 é a pior ideia que já tiveram.
Esperar nove anos por ações de combate às mudanças climáticas não é somente atrasar o processo, é uma sentença de morte para as comunidades que estão na linha de frente da crise climática – e pode acabar com a possibilidade de conseguirmos diminuir os níveis de carbono à concentração segura de 350 partes por milhão.
Nunca é tarde para impedir esse retrocesso. Nos próximos dois dias, nossa equipe de ativistas da 350.org em Durban trabalhará com os nossos parceiros da Avaaz e outros aliados ao redor do mundo para isolar aqueles que querem atrasar as negociações, como os Estados Unidos, e para apoiar as nações africanas, que estão lutando por ação climática real, além de pressionar a União Européia, o Brasil e a China para apoiarem os esforços africanos.
Clique aqui para somar a sua voz nesse chamado global por ação que vamos entregar aqui em Durban: www.350.org/pt/durban2011
As negociações climáticas na África do Sul acabam em 48 horas e é vital que façamos essa pressão agora. Para garantir que a sua voz seja ouvida, nossa equipe em Durban vai entregar sua mensagem diretamente para a equipe de negociadores dos Estados Unidos em um evento de grande impacto que estamos organizando para sexta-feira. Não podemos dizer muito mais sobre isso agora, mas asseguramos que a sua mensagem não será ignorada.
Se dermos um alerta internacional antes das negociações acabarem na sexta-feira, nós poderemos pressionar os Estados Unidos para sair do meio do caminho e ajudar a alavancar um processo global ambicioso que nos leve a ações efetivas no combate às mudanças climáticas no mundo inteiro. É claro que sozinhas, as negociações de clima da ONU não farão com que a gente volte às 350 ppm, mas essas negociações têm o potencial de criar uma estrutura legalmente vinculante para ajudar as nações a reduziram sua emissão de carbono.
Independentemente do que acontecer em Durban, uma coisa é certa: todos nós temos muito trabalho para fazer nos nossos países. Em 2012, nós vamos precisar fazer tudo que pudermos para desafiar as empresas de combustíveis fósseis que são o real obstáculo para o progresso climático. Quebrar a influência que estas empresas exercem em nossos governos é a única maneira de realmente destravar as negociações.
O caminho à nossa frente parece longo e difícil, mas, como Nelson Mandela disse, “Sempre parece impossível até que seja feito”. A rede da 350.org já enfrentou o impossível antes – agora é hora de reforçarmos novamente essa pressão.
Por favor, una a sua voz e encaminhe este pedido a todos os seus amigos:www.350.org/pt/durban2011

Em Solidariedade,

Jamie Henn e toda equipe da 350.org


Créditos da Foto: Julian Koschorke da Speak Your Mind